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Para ouvir e encontrar a música do Tapajós em todo mundo

Para ouvir e encontrar a música do Tapajós em todo mundo
Por Teresa Harari

Sabe aquela música que você descobriu outro dia no Youtube? Ou aquele novo videoclipe que um amigo enviou por Whatsapp? Pois é, hoje em dia é assim: todo mundo escuta, conhece, descobre e compartilha música através do celular ou do computador. Uns preferem procurar artistas e músicas no Youtube, outros têm suas listas de preferidos no Spotify, em sites de letras de música e por aí vai. Além de poder encontrar todas as músicas que queremos em uma busca, hoje em dia podemos ouvir sem precisar baixar, economizando espaço no celular e no computador. Em inglês, isso se chama "streaming", que significa "transmitindo".

 

https://espacoalter.com.br/seloalterdosom/nossos-artistas/carimbo-do-oeste/

O selo também aproveita pra abraçar artistas talentosos como a cantora Cristina Caetano e o saxofonista Duka.  

“Nosso carro chefe é o carimbó, mas também estamos abertos para outros ritmos e artistas que possam procurar a gente. Temos uma cena de reggae muito bacana aqui em na região, então estamos abertos ao reggae também”, reitera Borô.

Duka | Foto: Tiago Silveira

Para o produtor cultural Rodrigo Viellas, a profissionalização da cadeia da música é importante para que os artistas de Santarém e Alter do Chão consigam acessar outros públicos que não os locais:

“Belém passou por um processo parecido alguns anos atrás. Artistas como Dona Onete, Gaby Amaranto e Felipe Cordeiro, que eram um pouco conhecidos na cena local, através de parcerias e projetos com selos e gravadoras conseguiram sair dessa bolha local e ganhar o Brasil e o mundo”.

 A festa hoje no Espaço Alter do Chão começa às 20h com o show do Duka e, em seguida, os grupos do Movimento apresentam sua obra. A noite conta também com as participações especiais de Cristina Caetano, Nato Aguiar e Dan Selassie.  

https://www.youtube.com/watch?v=R8eFS2wEnmE

Confira ainda entrevista com Borô:

Como se deu sua paixão pelo carimbó e como foi esse caminho até que se tornasse o coordenador do Movimento de Carimbó do Oeste do Pará?

Eu já era apaixonado pelo carimbó antes de chegar em Alter do Chão, mas era apenas um pequeno flerte. Logo que eu cheguei aqui, quando conheci o carimbó bem regional, através do Hermes, eu me apaixonei na hora. Depois eu conheci o Mestre Chico Malta, que também estava envolvido no projeto Circo em Alter. Na primeira formação do Movimento Roda de Curimbó eu já fazia parte. Então tudo foi uma evolução natural. O processo de patrimonização, quando saiu a primeira consulta pública para fazer o primeiro dossiê sobre o carimbó, me chamou a atenção. Eu logo mandei um email para a equipe notando a falta do carimbó do oeste do Pará no dossiê. Para mim é natural, eu me envolvo com as questões que estou trabalhando. Antes de mim tiveram algumas coordenações do Movimento de Carimbó do Oeste do Pará. Agora há pouco tempo o Mestre Paulinho Barreto me convidou para ser o vice coordenador e eu estou fazendo o melhor ao meu alcance. Está sendo muito bacana.

O Selo Alter do Som é só carimbó?

Não! O nosso foco principal, hoje, é o carimbó, pois o Espaço Alter do Chão tornou-se naturalmente a casa do carimbó aqui em Alter do Chão. Então nosso carro chefe, vamos dizer assim, é o carimbó. Mas também estamos trabalhando com outros artistas, por exemplo, o Duka. Ele tem um trabalho muito diversificado que tem muita influência do carimbó, mas é muito mais abrangente. Ele tem referências de chorinho, samba, e é um trabalho específico, do Duka. Não tem como você dizer que é carimbó, chorinho ou bossa nova. A Cristina Caetano também. Estamos abertos para outros ritmos e artistas que possam procurar a gente. Temos uma cena de reggae muito bacana aqui em na região, então estamos abertos ao reggae também e temos já alguns flertes com novos artistas para lançarmos nas plataformas digitais.

Explique pra gente: o que faz exatamente o Selo Alter do Som hoje e o que você pretende para ele nos próximos anos?

O Selo Alter do Som vem com o intuito de divulgar e levar o trabalho dos artistas daqui da região de Alter do Chão, Santarém e Tapajós em geral para o Brasil afora e além mar. Então podemos viabilizar a gravação do trabalho desses artistas ou, caso o artista já tenha sua obra gravada, passamos para a próxima etapa de mixagem e masterização. A partir daí, divulgamos nas principais plataformas digitais e também apoiamos a comunicação dos artistas. Fazemos também um trabalho para fechar shows, principalmente fora da região. Também viabilizamos e buscamos recursos para gravar CDs e distribuí-los nas principais lojas e plataformas, como está acontecendo agora com o CD do Movimento de Carimbó do Oeste do Pará, “Vem Carimbolar.

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O BOTO é o jornal comunitário de Alter do Chão, em Santarém/PA, e região. Os repórteres, fotógrafos e colunistas são moradores. Os assuntos são escolhidos pelos próprios colaboradores.

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