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O veneno que me alimenta

O veneno que me alimenta

"Deveriam inventar um sabão desses para lavar as cabeças de toda essa gente que ainda acreditam que só se pode plantar usando muito veneno."

observa franca e direta Margarida Ferreira, de Monte Alegre, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), enquanto anota minuciosamente os ingredientes de tal sabão. Trata-se de um defensivo natural, feito de detergente, sabão em pó e vários outros ingredientes a gosto. A depender da praga a ser atingida, por exemplo, pode-se usar pimenta, fumo de rolo e outros, todos empregados conforme os conceitos orgânicos. Um livro de receitas elaborado pela Emater fornece o suporte necessário. Os ingredientes todo mundo tem facilmente à mão.

O que parecem garrafadas são defensivos naturais, simples e ecológicos. Com eles se consegue não só baixar os custos no combate as pragas, como também fazem um bem imenso para o produtor e o ambiente.

A guerra é ideológica. Das pesadas. Pesa não só na consciência, mas também no bolso de cada um de nós.

De um lado, enfatizam que somente com uso pesado de agrotóxicos será possível de alimentar cada vez mais pessoas. Do outro lado, em vários países do mundo, milhares de pessoas, produtores, cientistas e pesquisas alertam que temos que salvar o planeta e também a qualidade do nosso prato diário.

Enquanto parte da Europa relança muitos legumes esquecidos e aposta, bem como o sul do Brasil, cada vez mais em alimentos produzidos com princípios orgânicos ou, no mínimo, exigem uma produção usando o mínimo necessário de agrotóxicos, a realidade no Baixo Amazonas ainda é bastante diferente e assustadora. 

A castanheira, protegida por lei, lembra saudosamente de outros tempos. Será que eram melhores?

Mais e mais florestas são arrasadas para dar lugar a monoculturas, lucrativas a curto prazo, mas pouco adaptadas a realidade e ao solo amazônico. A sojicultura, economicamente muito importante para o Brasil, tradicionalmente usa muito e bastante indiscriminadamente veneno, perdão, agrotóxicos. O que vale para a soja, também é praxe no plantio de tomate, pimentão e alface. Nenhum deles foi feito para crescer em climas tropicais na fina camada fértil de terra amazônica.

Culturas tradicionalmente adaptadas desaparecem

As garrafas PET são cheias de sementes cuidadosamente guardadas junto com alguns grãos de pimenta do reino, garantindo no sítio Terra Verde na comunidade de Lavras, a lavoura do ano que vem. A pimenta espanta qualquer caruncho. Preservam também variedades desaparecidas como - que preciosidade - feijão manteiguinha preto e milho crioulo, os grãos de diversos tipos de laranja (foto acima). Outras hortaliças, cará roxo, feijão manteiguinha, quiabo de metro, quiabo roxo, abobrinha branca e espinafre orelha-de-macaco ainda sobrevivem, logo desaparecerão também. Todos se rendem a lavouras com menos trabalho e mais lucro. 

Quebrou-se em algum lugar um elo na cadeia de produção familiar de alimentos. Todos só desmatam, cortam e acabam. Ninguém mais vê utilidade num quintal a moda antiga cheio de cajueiros ou mangas. Os primeiros atraem muitos cupins, os dois "sujam muito" e as mangas ainda batem no telhado e quebram as telhas. Ou como a mesma Dona Margarida diz:

"Quando eu planto uma árvore frutífera, falam que sou louca. Para que plantar? Esperar anos e anos a fio até que eu possa talvez usufruir as frutas! O que não traz resultados imediatos, não tem valor!"

Todo mundo sabe, culturas como cará-roxo, feijão manteiguinha, batata ariá, cariru e espinafre de macaco e muitos outros cultivos, inúmeros coquinhos e frutas, selecionados durante séculos, perfeitamente adaptadas ao solo e clima amazônico, desapareceram, foram substituídos. Tinham que ceder a praticidade de uma batata-inglesa, cenoura, tomate, pimentão, brócolis e rúcula, todos importados. Veja o comentário da Dona Margarida, se referindo as modernidades:

"Compram até cheiro verde na cidade!"

Voltando ao tomate, pimentão e a batata-inglesa. Caso forem plantados na região, só crescerão frondosos como o consumidor exige como emprego pesado de agrotóxicos. Nem se fala de morango e uva que estão se colocando ao lugar de cupuaçu ou bacuri. Estamos vivendo o que o pesquisador das PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) Valdely Kinupp chama de ditadura do alface. Para a praticidade do supermercado, nenhuma das quase PANC das fotos acima podem ser compradas lá. Preferem trazer para a gente os mesmos legumes e frutas produzidos em outros lugares, muitos deles infelizmente cheio de agrotóxicos.

Aqui na região, não só quem cria abelhas nativas sente na própria pele o uso indiscriminado dos agrotóxicos. Os dados, emitidos pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) são avassaladores e assustadores. Falam que cada brasileiro consome em média sete litros de agrotóxicos por ano ingerindo alimentos dos quais mais do que a metade são contaminados com agrotóxicos acima do nível permitido. Visando esses fatos, o Ministério Público (MPPA), Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) de Santarém e Mojuí dos Campos, UFOPA, UEPA, E.E.E.M. Waldemar Maués, Emater, Pastoral Social da Diocese de Santarém, FASE Amazônia e CEREST, todos integrantes do Fórum Permanente de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos da Região do Baixo Amazonas, organizaram a III Semana de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos na Região do Baixo Amazonas. O encontro discutiu a dura realidade da região mas também apontou alternativas viáveis. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer uma plantação de laranja, produzidas completamente de forma orgânica.

 

"Mas nada ou pouco mudará até o próprio consumidor começar a exercer o seu poder na compra. Não só deve exigir de quem ele compra que ele produza com menos veneno mas também mudar alguns hábitos enraizados. Deve fugir da ditadura de alface, tomate e cenoura e comer mais frutas e legumes da estação e especialmente nativas e de produção local - muitos deles não disponíveis no supermercado." 

Quem entra em contato direto com os agrotóxicos e sofre todas as consequências muitas vezes não é só o dono da lavoura

 

DDT - o começo de tudo

Os antigos lembram-se muito quando entrarem em contato pela primeira vez com o progresso. Como diz Lauro Barata, paraense e químico:

"Os homens chegavam ao anoitecer, todos vestidos de amarelo, com bombas nas costas. Entravam em todas as casas. Minha mãe os odiava já que tinha que afastar todos os móveis para eles poderem impregnar todas as paredes com DDT, combatendo malária, doença de Chagas, febre amarela e outras doenças tropicais."

Logo após o fim da segunda Guerra Mundial, o DDT, um dos primeiros compostos organoclorados, um marco do progresso, livraram a população amazônica de muitos males e doenças tropicais mortais. Empregados pelos órgãos da saúde pública, a mesma iniciava uma verdadeira guerra contra o mosquito transmissor, entrava em todos os lares. Acreditava-se que o veneno aplicado, o DDT, era orgânico, e dessa maneira inofensivo para o ser humano. Os agentes encarregados se embrenhavam na mata e entrando dia após dia em contato direto e indiscriminado com o produto. Não usavam nenhuma proteção, apenas um chapéu de alumínio e uma farda e nem recebiam qualquer instrução adicional. No Acre, as campanhas com DDT persistiram entre 1970-1990. Quem aplicou, convivia todo dia com o veneno. Coisa parecida deve acontecer em muitos sítios e lares por aí. Faltava e ainda falta relacionar problemas respiratórias, alergias de pele e outras males mais graves ao uso indiscriminado de pesticidas. 

Depósito de pesticidas num campo que produz maracujá e pimentão para a região. O dono, um pequeno produtor, é muito grato a igreja que lhe ensinou como melhorar a sua renda, aplicando os mais variados pesticidas nas terras arrasadas e sem sombra nenhuma. 

 

Agrotóxicos enganosamente tem sido relacionados ao progresso, mais facilidades e mais dinheiro

Enquanto se empregava dentro da casa o DDT, combatendo mosquitos e outros insetos, iniciava-se no campo uma revolução parecida. Todos cederam aos argumentos de muito mais eficiência, menos trabalho árduo, de lavouras mais bonitas, saudáveis e de muito mais rentáveis. Repetiam-se o que chamavam e ainda chamam de progresso. O ciclo se repete até hoje, tanto no uso indiscriminado quanto no manuseio indevido de agrotóxicos. Difícil de resistir a promessas de mais facilidades e mais renda obtida na mesma terra ou contra a mesma terra, trabalhando com métodos e produtos do sul, não adaptadas a realidade amazônica. Dentro das estruturas sociais locais é difícil de quebrar paradigmas. Quase nunca é o dono da terra que aplica ou manuseio o agrotóxico.

O produto final, vendido ao consumidor, tem que obedecer aos três Bs: bonito, bom e barato.

Poucos têm condições e consciência que vão ter que pagar mais caro para um produto menos atraente só por ser orgânico. Dessa maneira chegamos onde estamos hoje. O Brasil assume uma posição de liderança no consumo mundial de agrotóxicos. 

Monocultura tão longe o olhar alcança

 

Soja tido como grande acelerador do uso de veneno na região

A partir dos anos 1970 inicia-se nos campos brasileiros outra história de sucesso, também chamada de "progresso". A soja, uma planta originária da Manchúria, introduzido no Brasil no início do século retrasado, depois de novo trazida junto em 1908 com primeiros imigrantes japoneses, fará, anos mais tarde, um sucesso estrondoso. Esforços gigantes feitos pela Embrapa a partir dos anos 1970 trouxeram resultados estupendos ou desastrosos - dependendo do ponto de vista de cada um. Criou-se variedades de soja adaptadas às condições climáticas quentes. Isso permitiu a ampliação dos plantios de soja em todo o Brasil, inclusive no Cerrado. Tudo isso visto com um progresso associado ao desenvolvimento rápido, com toda a tecnologia e pesquisa focada para atender demandas externas. Junto veio o desenvolvimento do óleo de soja, hoje onipresente em cada lar brasileiro. O seu preço tão em conta varreu da mesa todos os outros óleos e banhos usados tradicionalmente por aí. No ano de 1995 foram introduzidos cultivares de soja tolerante a herbicidas e o Governo Federal aprovou a Lei de Biossegurança, permitindo então o cultivo de plantas de soja transgênicas em caráter experimental. A lei, atualizada em 2005, regulamentou  definitivamente o plantio e a comercialização de cultivares transgênicas no Brasil. Facilidades de mecanização total da cultura, no rastro do pacote tecnológico introduzido dos EUA facilitaram o desenvolvimento desfreado de outro ramo da agricultura, a atividade pecuária.

Soja é uma matéria-prima estratégica para a produção de ração animal para gado bovino, suíno e aves. 

Brincando de gato e rato

De um lado terras amazônicas ou do Cerrado, muito pobres, cobertas com uma finíssima camada fértil de solo a qual se esgota,  uma vez desmatada, em pouco tempo. Em consequência disso, o outro lado, terras baratas, vendidas a preço de bananas. O novo dono de áreas gigantes, planas, vai plantar monoculturas conforme o padrão estabelecido. Ele precisará de duas coisas: fertilizantes químicos e agrotóxicos para viabilizar e aumentar a produção. E aí começa a partir dos anos 1950 um tipo de caça de gato e rato. Clorados - fosforados - piretroides são gerações de produtos químicos cada vez mais eficientes e potentes e, justiça seja feita, gradualmente menos tóxicos para o ser humano. Mas a natureza é esperta. Se adapta. E aí começa outro round na caça entre gato e rato entre "pragas" e pesticidas.

Hoje já se fala de super-pragas, altamente resistente a muitos venenos.

Cada vez que um inseto ou planta desenvolveu resistência ao veneno, já se tinha pesquisado e desenvolvido outro agrotóxico, mais barato, mais eficiente, mais abrangente e essa caça dura até hoje. Em jogo muito dinheiro.

Silos gigantes para estocar a soja

 

Terras baratas, mas carentes

No Norte do Brasil encontram-se ainda muitas e muitas terras baratas por serem carentes e tido como improdutivas. Precisavam de pesados investimentos em insumos, por exemplo calcário e fertilizantes e uma vez usadas para o plantio de monocultura, agrotóxicos para manter o rendimento alto. Estabelece-se um sistema cooperativista dinâmico e eficiente da qual a soja se torna campeão, influenciando e puxando os outros como tomate, pimentão etc.. Impacta na saúde dos menos favorecidos, os menos instruídos, os aplicadores dos produtos, os membros de comunidades perto de monoculturas, e finalmente os consumidores dos alimentos contaminados com resíduos. 

Quanto mais carente e menos desenvolvida a região, mais carente em informação, maior o impacto negativo dos agrotóxicos.

Quem tem a chance de visitar o sítio onde produz quem lhe fornece o seu prato diário, deve prestar atenção também ao ambiente. Num sítio orgânico não há nem descartados, nem embalagens de agrotóxicos.

 

Previsões para um futuro diferente

As terras firmes da região amazônica têm problemas bem específicos. O solo é, principalmente se desmatado, muito pobre, exceto na várzea, onde ele é fertilizado pela enchente. A terra sofre de uma síndrome de esquecimento e de abandono, também intelectualmente. Ninguém trabalha com a sombra. Ninguém planta plantas nativas. Poucos se orgulham do que é amazônico. Poucas pessoas pesquisam a fundo uma agricultura adaptada de verdade à Amazônia. Gostam demais de copiar o que em outro lugar já foi um sucesso - o mais novo exemplo é a pitaya.

A região santarena já era, antes do boom da borracha, um grande polo cacaueiro, exatamente uma cultura que trabalha com a sombra.

Produzia-se por ai além disso arroz, café, milho, feijão e algodão, depois substituído pela castanha e o cumarú. Uma vez acabada a borracha, inicia-se na década de 1930 e início de 1940, um ciclo da juta. No fim dos anos 1940 a madeira correspondeu a 50% das exportações, Nos anos 1950 e 1960 erradicou-se o pau-rosa para depois nos anos 1970 ainda ter um ciclo de pimenta-do-reino. Restou a soja e milho, a agricultura familiar e a agropecuária. *

*fonte site oficial da prefeitura de Santarém

As previsões com mais desmatamento são desastrosas. Com o desmatamento indiscriminado mudará o regime pluviométrico, haverá menos chuvas e as lavouras no sul por exemplo sofrerão perdas pesadas. A palavra sustentabilidade está em todo lugar. A grande discussão ainda é econômica. Sustentabilidade compensa?

O produtor orgânico Luiz que junto com a esposa Cinira trabalha no seu sítio orgânico Terra Verde na comunidade de Lavras explica os vários bioinseticidas e biofertilizantes que ele usa com muito êxito na cultura de laranja e mamão, completamente orgânica e certificado.

 

Produção orgânica - uma saída!

Mudando de foco, tirando o olhar dos desastres grandes olhando para o meu prato diário, o meu próprio umbigo, cada um pode decidir quanto agrotóxicos quer ingerir com seu arroz, seus tomates, na cebola ou no alface, no milho e quais serão transgênicos ou de outra maneira manipulados. Uma decisão que pode pesar no bolso, na consciência e resultar em mudanças de hábitos graves.  

A Emater tem no seu portfólio há sete anos um programa bem interessante voltado para o produtor familiar. Já que alternativas como agro-florestas, SAFs e outras modernidades, nem se fala de permacultura, ainda estão engatinhando por ai, a Emater propõe uma versão de cultivo orgânico em nível familiar bem pragmático e didático.

Adenauer Matos Beling, engenheiro ambiental, mostra o caderno do plano de manejo orgânico, um tipo de controle e aprendizado que cada família preenche. Esse caderno serve também para um controle e auditoria cruzada entre as famílias envolvidas que se visitam e controlam um ao outro.

Conquistar um certificado orgânico como produtor familiar exige persistência e por assim dizer uma certa lavagem cerebral, como já citado no início.

Na produção orgânica deve se entender o solo e as plantas nele plantado com um microcosmo cheio de manias, melindras, manhas e sempre almejar equilibra-los.

Todas as plantas precisam de duas coisas além do olho do dono: adubo, a terra amazônica é muito pouco fértil, mesmo que o sítio Terra Verde em Lavras fica numa das manchas famosas de terra preta como o proprietário sr. Luiz enfatiza e já é produtivo mais do que cem anos. Mas o solo exige cuidados, tem que ser nutrido, os nutrientes retirados pelas plantas repostos, e além disso precisa visar os clientes que querem laranjas ou hortifrútis grandes, bonitas e perfeitas. Xô a qualquer fungo preto ou manchas feias. Por isso as pragas devem ser combatidas. Ai entre o olho e as habilidades do dono. 

 

Compostagem, armadilhas e biofertilizante

Amarrado por baixo e composto de folhas, galhos e até material orgânico da cozinha, borra de café, casca de banana, cascas de ovo, cinzas, serragem, regado em intervalos regulares para manter úmidos, se repete artificialmente o que as terras amazônicas fazem constantemente - compostagem. Devolvendo e integrando num ciclo eterno tudo que já foi retirada da terra. O resultado é um tipo de terra preta.

Moscas de frutas, grandes inimigos numa fruticultura, completam aqui um ciclo diferente e engenhoso. Nenhuma fruta infestada e caída apodrece no pé da árvore. Todos são jogados num buraco coberto com uma tela bem fina.  Lá dentro a mosquinha completa o seu ciclo, devora a fruta e vira mosca de novo. E ai entra o pulo de gato - não tem mais como fugir e infectar outras frutas.....

Receitas para biocaldas, fertilizantes e protetores de terras, acha-se na internet de monte. Por ai se aposta na embaúba, esterco de gado e outras plantas a gosto. Na internet tem receitas com aparas de peixe e muitos outros ingredientes naturais disponíveis de graça por ai. A única desvantagem é o cheiro forte de descomposição que invade as narinas uma vez destampado a caixa d´água. Compete aqui no sítio com o perfume das laranjeiras em flor.

Fique atento aos mercados de orgânicos espelhados pela cidade. Eles mudem de dia e de lugar. No mercado 2000 encontra-se sábado de manhã uma variedade boa de produtos certificados. Quem é atento, acho muita coisa orgânica não declarada ou certificada. Tudo que lembra PANC e muitas hortaliças nativas com certeza não cresceram com ajuda de venenos. Certas plantas adaptadas até desaparecem caso a terra se tornou muito fértil. Pequenos defeitos ou até mordidas de insetos mostram que lá os agrotóxicos não tinham vez. Os insetos teriam morrido bem antes da mordida. E como conselho final: Varie o menu, coma coisas diferentes, locais e da estação sempre que for possível.

https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2019/11/03/saiba-como-preparar-a-biocalda-e-o-biopeixe.ghtml

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