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Ensino Médio - novos rumos e infos do Conselho Comunitário de Alter

Ensino Médio - novos rumos e infos do Conselho Comunitário de Alter

Esse par de vasos, originalmente eram quatro, em frente da escola Dom Macedo Costa na Turiano Meira diz tudo. A escola, atualmente interditada pela defesa civil e os bombeiros, precisa de reforma! E com urgência máxima! 95 alunos do ensino médio, divididos em três turmas e seus professores se encontram, de repente, sem local apropriado para cursar e lecionar!

Quer saber mais sobre o histórico do Ensino Médio em Alter do Chão? Acha uma cronologia no final do artigo.

Um par de vasos em frente a escola sinaliza que tem reformas para vir.

A saia justa com a Dom Macedo, a caminho de ser resolvida, aconteceu porque a escola foi construída pela comunidade e pertence até hoje à mesma. Dessa maneira o poder público do município não tem como bancar uma reforma. A reunião do Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Alter do Chão do dia 25 de Março de 2022  determinou em reunião proveitosa e com comunidade unida, estavam presentes por volta de 25 pessoas, membros de várias associações e professores atingidos, que a comunidade sim vai ceder o espaço ao município de maneira que pode ser tocada uma reforma. Até que essa reforma seja concluída, os alunos serão alojados num provisório que aparentemente será no Sairódromo.

Associações e professores apareceram para enfim dar uma solução para a reforma da escola Dom Macedo Costa.

Doação de terreno no Caranazal para futuro prédio de Ensino Médio

Nesse contexto o presidente da associação do Caranazal, Erson Corrêa Branco enfatizou que a comunidade de lá doará com muito gosto um terreno bem grande de 100 x 100 como pedido, para que o estado lá enfim construirá a tão almejada escola de segundo grau que os jovens da vila tanto precisam e merecem.

 

Aproveitando a oportunidade, a comunidade presente repetiu as mais diversas reivindicações para melhor atender os moradores:

Iluminação pública

A empresa licitada, como Kléber Costa, da administração distrital explicou, se encontra em recuperação judicial.  Para poder contar novamente com o serviço em dia, a única solução achada foi esperar o vencimento do contrato. Prometa-se da nova empresa que ganhará a licitação melhorias significativas.  

Presença da polícia na vila, perturbações na praça Sete de Setembro e poluição sonora

Eliana Barreto de Paula e Silva da AETHA, associação de hoteleiros e pousadas, tocou novamente nos pontos neurálgicos. A resposta da administração: Já foram encaminhados vários ofícios que aguardam uma posição dos responsáveis tanto da polícia militar e civil quanto da assistência social para resolver os assédios constantes contra moradores e turistas na praça. Em respeito a poluição sonora ou outras perturbações foi recomendado ligar para 190 ou caso não consiga completar para o 193 e registra lá a sua queixa. É importante gerar estatística e com isso demanda, o que não acontece ligando para um celular.

Buracos perigos e árvores caídas na Everaldo Martins

Também já foram enviados os devidos ofícios e já foi confirmado que os responsáveis resolverão tão rápido que for possível os buracos que poderiam causar acidentes.

Ruas e travessas intransitáveis

Rosinette Reis, diretora da Rádio Comunitária Alternativa FM e Márcia Pereira da associação  AMACarauari chamaram atenção do poder público, uma vez a mais, alegando que a vila toda está, devido às chuvas intensas, com inúmeras ruas e travessas completamente intransitáveis. Especialmente penoso para toda a população é que certos alagamentos impedem parcialmente ou total a circulação do ônibus, especialmente no bairro Jacundá. Novamente foi claro que a administração distrital está se empenhando em tentar resolver.

Título eleitoral e ônibus interno para Alter

Como o presidente do Conselho enfim informou - o Conselho de Desenvolvimento Comunitário está se desempenhando e acha que consegue trazer para cá o Cartório Eleitoral o que permitiria que muitos jovens possam tirar o título eleitoral aqui na vila. A mesma esperança é nutrida para novas linhas de ônibus que circularão aqui na vila. Em breve acontecerá uma consulta sobre o circular interno junto à comunidade.

Fotos Kléber Costa e Susan Gerber-Barata

 

A luta pelo Ensino Médio em Alter

O Ensino Médio é a última etapa da educação básica brasileira e dura apenas três anos com séries de 1º, 2º e 3º ano. Desde abril de 2013 foi estabelecido que o Ensino Médio é, sim, uma etapa obrigatória na formação de jovens e adolescentes. A lei que reforça a educação compulsória garante o acesso à educação gratuita a todo cidadão dos 4 aos 17 anos e, portanto, estimula a obrigatoriedade de completar todas as etapas, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Terminando o ensino médio o aluno é apto para enfrentar processos seletivos de universidades – como o Enem -, concursos públicos e provas militares.

Particularidades e a história e luta pela implantação do ensino médio na vila Alter do Chão, contado pelo professor Mauro Vasconcelos, professor de matemática:

No ano 1992 a comunidade conseguiu com a implantação do SOME – Sistema de Organização Modular de Ensino – (ensino realizado por módulos com professores que vinham na sua maioria de Belém) uma primeira vitória.

Logo em seguida foi implantado o Ensino Regular que começou a funcionar a noite na Antônio de Sousa Pedroso com turmas do 1, 2 e 3 ano. (Facilitando inclusive a emissão certificados de conclusão, pois a escola funciona como anexo da Dom Tiago Ryan que fica no Bairro do Santarenzinho em Santarém. Antes disso, os certificados de conclusão eram feitos em Belém, e duravam anos para serem expedidos.)

Há pouco tempo, a oferta do ensino médio começou a ser pela parte da tarde na Dom Macedo Costa com turmas do 1 e 2 ano com o propósito de adquirir mais força para a cobrança de construção e implantação de um novo prédio  com esse fim na vila.

Em várias conversas com representantes do Estado e da Seduc, Secretária de Educação, ficou definido a construção de 4 escolas na região: 01 na comunidade de Boa esperança, 01 no Lago Grande, 01 em Alter do Chão e outra no Corta Corda. Porém, a exigência da SEDUC, é de que a comunidade juntamente com o município definam, documentem e repassem para a SEDUC uma área de no mínimo 100m x 100m (padrão MEC) para a construção.

Enquanto isso, alunos e professores do Ensino médio “emprestam” salas de aulas de outras escolas do município. Não tem problema com a infra da Escola Antônio de Sousa Pedroso (turmas da noite), mas a Dom Macedo Costa por ser uma escola comunitária construída em 1969 pelos antigos moradores, nunca foi repassada para o município e nem para o Estado e, portanto, está impossibilitada de ser reformada com recursos do FUNDEB. Hoje, a escola encontra-se sem condições mínimas necessárias para receber alunos. As três turmas formadas este ano, começaram o ano letivo de forma remota até se encontrar um local onde possam receber aulas presenciais.

 

 

 

 

O BOTO - Alter do Chão
Susan Gerber-Barata
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Suíça com passagem por design e jornalismo de moda. Apaixonou-se tardiamente pelo Brasil e mais tarde ainda pela Amazônia, especialmente a culinária amazônica. Cozinha, escreve e fotografa livros, uns sobre culinária amazônica.

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