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Moradores chamam polícia para combater desmatamento no igapó do Jacundá

Moradores chamam polícia para combater desmatamento no igapó do Jacundá

 

Quinta-feira, 07 de janeiro de 2021

Logo na primeira semana do ano, um morador do Jacundá percebeu uma movimentação estranha com barulho de máquinas e motosserras no igapó do Jacundá. Corajoso, foi verificar o que estava acontecendo. Chegou ao local sozinho e recebeu ameaças. Pediu ajuda no grupo de Whatsapp do bairro e explicou a situação. Na sequência, um membro da Associação AMOJAC foi ao local. Explicou ao trabalhador que ali era APP mas também foi ameaçado. No grupo de Whatsapp, a discussão foi bastante intensa sobre como resolver o problema.

ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) - CÓDIGO FLORESTAL LEI n. 12.651/2012: área protegida com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitando o fluxo gênico de fauna e flora, protegendo o solo e assegurando o bem-estar das populações locais.

Como se pode ver, grande área do entorno do lago do Jacundá já foi desmatada ilegalmente. Um crime no passado não justifica outro, até porque no passado não tínhamos conhecimento da lei ambiental e os tempos eram outros. Em outras palavras: não é porque alguém cometeu um erro no passado, que está liberado continuar cometendo. Essa lógica justificaria crimes horríveis, não é mesmo? É preciso seguir a lei do país. Ainda tem vegetação de igapó no entorno do lago e toda vegetação precisa ser mantida, sendo área de entorno de corpos de água protegida por lei federal. 

Sábado, dia 09 de janeiro

O prestador de serviço contratado para desmatar a APP chegou ao local acompanhado de capanga e começaram os barulhos das máquinas. Eles alegaram estar a mando de pessoa influente com ligações na política local e na emissora afiliada da Rede Globo de Santarém (segundo informações conversadas no grupo do bairro, este terreno já foi embargado no passado, gerou processo e entrega de outro terreno como recompensa).  

Os moradores se movimentaram no grupo de Whatsapp do bairro, alertaram a Administração Distrital e o Conselho Comunitário. Moradores entraram em contato com o agente da Secretaria de Meio Ambiente (SEMMA) em Alter e tentaram achar o contato da polícia ambiental.

Empurra-empurra de responsabilidade até 3h30 da tarde

  • O agente da SEMMA disse que não trabalha no fim de semana e que está com Covid19.

Pressão nas redes sociais da vila

Moradores começaram a pedir apoio no grupo geral da vila de Alter do Chão, explicando o que estava acontecendo e pedindo mais contatos, que foram compartilhados para todos no Whatsapp. No fim da tarde, a Polícia Ambiental chegou ao local.

Pedro Rodé (de azul), presidente da associação de bairro AMOJAC, acompanhado por moradores que estavam no local tentando impedir o crime. No grupo da vila, a professora Virgília explicou no fim do dia:

Prezados comunitários e moradores do Jacundá, o presidente da Associação Pedro, entrou com uma representação de denúncia de desmatamento na área do lago, feita por moradores que moram mais próximo da área em questão.
A polícia ambiental esteve no local e foi constatado realmente a denúncia.
Pedro solicitou dos policiais o texto da denúncia que eles relataram e eles prontamente repassaram.
Agradecemos a d. Iranilda que esteve conosco e junto comigo servimos de testemunhas, a d. Helena e sua família.
Amanhã estaremos novamente no local as 8:00h, para fiscalizar e também a polícia ambiental estará em ronda na área.
O proprietário não temos confirmação, mas será averiguado. Pedimos a parceria dos moradores para somar, não somente nas redes sociais, também e principalmente nas ações de fiscalização. 

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