O BOTO - Alter do Chão
Você procura por
  • em Publicações
  • em Grupos
  • em Usuários
VOLTAR

Estou com a macaca! - Macacos de Alter do Chão - Macaco Chuim

Estou com a macaca! - Macacos de Alter do Chão - Macaco Chuim
Susan Gerber-Barata
mai. 30 - 3 min de leitura
000

Parecem extraterrestres que aportaram no meu quintal, seres simpáticos e inofensivos, de rostinhos avermelhados, narizes achatados de boxeador, orelhas de abano carnudas e peladas que lembram asas distorcidas. Os "meus" macacos se chamam Chuim, são saguis brancos com rabo preto. Emitem um chiado ou apito fino e constante para manter o pequeno grupo sempre em contato. Parece que se comuniquam entre si através de três sons básicos que servem tanto para o contato entre eles quanto interações para defesa do território ou possíveis perigos. Nesses casos usam sons mais estridentes. Existem muitas espécies desses sagüis e Mico-leões da família Callitrichidae. Acho que o nome latim dos "meus" Sagui-Brancos é Mico ArgentatusAcho - minha consulta revela que ainda tem muito a pesquisar sobre esse tipo de macaco pequeno aparentemente familiar e comum por aí. Os saguis do gênero mico pertencem a um grupo de macacos com a maior diversidade, a maioria deve ser ameacada pelo desmatamento. Parece que já foram descritas quase 150 espécies e subespécies de primatas na Amazônia, representando 20% da diversidade global desses animais. Acreditem - ainda descobre-se novas espécies deles! Muitos cientistas sabem que esse número pode ser bem maior porque ainda há muitos campos em branco. Quem duvida - os menores são também os menos estudados!  Já pensou, macacos até agora desconhecidos e já em perigo!

O seu bando é pequeno e fácil de reconhecer. Dois deles, coitados, são cotô. Mas isso não os  impede em nada, mesmo que a cauda os ajuda a se equilibrar nos pulos. 

Mesmo com poucos membros, o grupo do meu quintal é constante e ativo. Os Chuims com sua pelagem branca-prateada, brilhante e acetinada podem viver até 16 anos e vivem igual seus contemporâneos sempre nas árvores. Pesam até um quilo, tem o dedo polegar muito curto e unhas em forma de garras. Isso os ajuda a fixar-se nas árvores para se alimentar. São oportunistas, insetívoros e frugívoros, comem folhas e gostam muito da resina dos cajueiros. Mordem a casca dos mesmos para depois se deleitar da goma que sai ou dos cupins que lá acham. E não dispensam também não um camaleãozinho como se vê na última foto. 

O seu lado doce exibem sendo pais carinhosos. Todos, também os machos, fácil de identificar pelos seus testícolos são bem grandes e lembram dois raviolis, carregam os filhotes, uns parecem até ser gêmeos. Tendo um ou um par de filhos bem agarrados nas costas não impede-os dos mais arriscados pulos e corridas sobre os cabos da electricidade ou escaladas arriscadas nos cipós. Saltam, pulam, voam, aterram como essa carga nada lhes pesasse. Quando descansam, deixam os filhotes brincarem sozinhos, mas quando se desloquem novamente, chamam para pegar carona.




Denunciar publicação
    000

    Indicados para você