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ENTRE DUAS TERRAS

ENTRE DUAS TERRAS
Susan Gerber-Barata
nov. 22 - 5 min de leitura
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Autor: Gabriel Buchale

Em uma reserva indígena remota, situada em meio à exuberante floresta amazônica, vive Atahí, um jovem indígena de espírito livre e coração corajoso. Atahí pertence à tribo Guarian, que preserva suas tradições e conexão profunda com a natureza. Do outro lado do espectro social, em uma cidade próxima, encontra-se Isabella, uma mulher branca e rica, herdeira de uma família influente.

O destino aproxima essas duas almas distintas quando Isabella, movida por um desejo de aventura e descoberta, decide se envolver em um projeto de preservação ambiental na região, administrado por uma organização não governamental. Seu caminho cruza com o de Atahí, que trabalha como guia local para ajudar a conscientizar os visitantes sobre a importância da preservação da floresta.

A princípio, as diferenças culturais e sociais entre Atahí e Isabella são evidentes, mas a convivência diária desperta sentimentos que transcendem as barreiras impostas pela sociedade. Entre caminhadas pela floresta, conversas ao redor da fogueira e a descoberta mútua de seus mundos, surge um amor proibido e intenso. Contudo, as sombras do preconceito e da desaprovação social começam a se intensificar à medida que a notícia desse amor alcança as comunidades locais e as famílias de ambos. As tradições e expectativas culturais se chocam, criando um abismo aparentemente intransponível entre Atahí e Isabella.

Diante da oposição, o casal enfrenta dilemas éticos, escolhas difíceis e desafios emocionais. Atahí e Isabella precisam decidir se seguirão seus corações, desafiando tabus sociais, ou se cederão à pressão, abrindo mão de um amor que transcende fronteiras e preconceitos. Conforme o relacionamento entre Atahí e Isabella se aprofunda, a tensão também aumenta na reserva indígena e na cidade. Rumores se espalharam, criando um clima de desconfiança e hostilidade. Líderes tradicionais da tribo Guarian veem o romance como uma ameaça à preservação de suas tradições e cultura.

À medida que Atahí e Isabella enfrentavam a oposição, o casal decide liderar um projeto conjunto que visa criar pontes de compreensão entre a comunidade indígena e a cidade. Juntos, desenvolveram iniciativas para promover a preservação ambiental, educação e troca cultural. No entanto, a resistência persiste, e o casal se encontra diante de desafios inesperados.

A comunidade indígena começa a perceber que a presença de Isabella não é apenas uma ameaça, mas também uma oportunidade para melhorar suas condições de vida. Atahí, com seu espírito conciliador, torna-se uma voz de liderança na tribo, defendendo a ideia de que a coexistência desses dois mundos tão distintos é possível. Aos poucos, alguns membros da comunidade começam a apoiar a iniciativa de Atahí e Isabella.

Enquanto isso, Isabella confronta sua própria família e a elite social que a desaprova. Sua jornada de autodescoberta leva a questionar os valores arraigados em sua criação, e ela se torna uma defensora da diversidade e da quebra de barreiras sociais. Isabella enfrentou não apenas o desafio de ser aceita na comunidade indígena, mas também o de desafiar as expectativas de sua própria classe social.

Essa luta culmina em um evento que reúne membros da tribo, moradores da cidade e ativistas ambientais. Atahí e Isabella apresentam um projeto ambicioso que simboliza a união entre os dois mundos. Esse projeto não apenas revitaliza a reserva indígena, mas também destaca a importância da cooperação e do entendimento mútuo.

No clímax emocional dessa luta, Atahí e Isabella enfrentaram a comunidade em um conselho tribal crucial, onde deveriam convencer os líderes e os membros mais céticos a aceitar o projeto. O amor deles se torna uma força motriz, e as palavras apaixonadas de Atahí, juntamente com a sinceridade de Isabella, tocam os corações dos presentes. Ao término o projeto é aceito, marcando não apenas uma vitória para Atahí e Isabella, mas também um passo significativo em direção à quebra de barreiras entre culturas. O amor proibido entre um indígena e uma mulher branca e rica não apenas resistiu às adversidades, mas floresceu em algo que transcendeu preconceitos e desafios, deixando um legado de esperança e facilidades.

Minha nota: "Entre Duas Terras" é uma história  onde procuro envolver não apenas a complexidade de um amor proibido, mas também os conflitos entre tradição e modernidade, riqueza e simplicidade, mostrando que, por vezes, é necessário desafiar as expectativas para encontrar a verdadeira essência do amor.

Aqui em Alter do Chão poderiamos ser “Atahis e Isabellas” e mudar um pouco o contexto de nossa própria história.




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