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Tapajazz: um lindo movimento de muita positividade para Alter

Tapajazz: um lindo movimento de muita positividade para Alter
O BOTO
set. 21 - 3 min de leitura
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Por Jackson Rêgo Matos*

Dando seguimento a quarta edição do festival organizado por Guilherme Taré, o Tapajazz 2017 foi um grande sucesso de atrações e de público. Antecedendo o Çairé como nos anos anteriores onde já tivemos presenças marcantes como Toninho Horta, Hermeto Pascoal, Mestre Solano e muitos talentos, locais, regionais e nacionais, o Tapajazz se firma no circuito nacional de eventos do Ministério do Turismo, sendo de grande importância tanto na formação de público quanto na formatação de eventos de qualidade, contribuindo na mudança e adequação para qualificação de serviços, o que é essencial para a consolidação da APA de Alter do Chão como um atrativo mundial.

Com a presença de Yamandu Costa como atração, o evento mostrou a grandiosidade de se proporcionar encontros entre gerações de músicos instrumentais. Com Sebastião Tapajós subindo ao palco na noite de estréia, os dois violonistas mostraram a virtuosidade da arte ao integrarem movimentos de precisão das notas, acordes, inteligência e vigor ao tocarem a guitarrada consagrada " Rei Solano" e a interpretação de outro clássico de Sebastião, tudo no improviso, um dando a deixa ao outro no tempo e espaço que se aprimorava a cada sequência, mostrando ao público, como se alcança a harmonia num diálogo de violões.

 

Ao público e aos jovens aprendizes, a lição de aprender a delícia do ouvir e do silêncio, que da floresta e das ondas do Rio Tapajós, se podia sentir o ar, o vento e o cheiro das flores da seringueiras que estão florindo na Vila. Com tanta positividade, todos os grupos que se apresentaram puderam expressar a beleza da integração entre natureza e música e os turistas que aqui estavam se encantaram, afirmando que ano que vem querem voltar.

Estes acontecimentos que dão oportunidade de músicos locais como Andresson Dourado interagirem com outros talentos como Márcio Jardim e Igor Capela, nos dão a certeza que Santarém pode se firma como cidade musical e ambiental e como temos que assumir o compromisso na formação e abertura de espaços para a afirmação das vocações de novas gerações, nas mais diversas áreas das artes e da ciência. A Amazônia agradece.

* Presidente do Instituto Sebastião Tapajós, membro da Alas e IHGTap e Professor da Ufopa.

 

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