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Para Helcio Amaral, com saudades

Por Jackson Rego Matos

Recebo e transmito a notícia da passagem de Helcio Amaral que deixa Santarém, Óbidos e o Tapajós todo de luto. Homem de fé, inteligente, honesto , bondoso e muito cuidadoso com a cultura de nossa região. Sempre será admirado em todos os meios culturais. Cientistas e sábios da história da Amazônia o tem como referência, da própria história à arqueologia, sem desconsiderar a antropologia , geografia e economia. Gozou de muito prestígio entre comerciantes, boêmios e contadores de histórias . Deixa muita saudade, mas leva a certeza do dever cumprido.

Esta lua cheia de junho , receberá nosso confrade que demonstrou muito respeito por todos da Alas, com festa no céu . Que descanse na paz eterna do Pai, você é um exemplo para todos nós. É pai do ex-secretário de meio ambiente de Santarém , Podalyro Neto.

O poema "Dois Tapajós", de autoria de Helcio Amaral, que certamente está entre os grandes poetas, músicos, escritores e historiadores do Tapajós lá no Céu, foi feito na noite de 21 de junho de 2001, dia que o Sebastião Tapajós quase morre com um ataque de coração.

Seu Helcio me contou que ele estava fora de Santarém e quando soube da situação ficou muito angustiado, orando a noite toda pela saúde de seu grande amigo. No dia seguinte, fez este belo poema que pude ler em sua companhia no aniversário de 76 anos, na casa do músico no Pajuçara.

Mais emocionante mesmo foi quando ele próprio declamou , na homenagem que amigos fizeram para o Sebastião em abril do ano passado na Casa de Cultura. Foi vibrante e o abraço dos dois confrades contagiou a todas as pessoas presentes.

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