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Ministro da Educação é vaiado pelo povo e por turistas em Alter do Chão

Ministro da Educação é vaiado pelo povo e por turistas em Alter do Chão

 

Por Israel Campos | vídeo Daniel Gutierrez
foto Engajamundo

 

 

Abraham Weintraub, Ministro da Educação, estava em um restaurante na praça do centro turístico de Alter do Chão, PA, quando um grupo de jovens ativistas do Engajamundo entregou a ele um prato de Kafta, satirizando a gafe do ministro ao confundir o alimento árabe com Franz Kafka, escritor alemão. Duas estudantes seguravam cartazes para o ministro, enquanto um terceiro oferecia o prato da noite: uma porção generosa de kaftas. Logo na sequência do humorado protesto relâmpago, os três jovens universitários deixaram a praça.

 

 

O que era para ter durado menos de 2 minutos, virou uma cena triste de mais de 15 minutos. O ministro não gostou do jantar feito por estudantes. De maneira impulsiva, levantou-se da mesa, pegou o microfone dos músicos da rua e começou a xingar todos os presentes na praça de esquerdistas. Ele não entendeu que o protesto não era da esquerda ou da direita, era da Educação. O desmonte que ele vem provocando na gestão da pasta já resultaram em duas grandes paralisações nacionais em maio desse ano. São cortes de 30% do orçamento de universidades, cortes de bolsas de pesquisa, constante ameaça aos professores e pesquisadores do país.

 

 

Turistas e moradores presentes começaram a vaiar a fala do ministro. Ele ficou ainda mais irritado. O sangue ferveu. Falava sem pensar. Indígenas presentes na praça, que comemoravam a graduação de uma amiga indígena em Direito na UFOPA e não tinham nada a ver com o protesto inicial, também sentiram-se na obrigação de responder às inverdades do ministro.

 

 

Confira vídeo abaixo:

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=KsVMQ7r6440

 

 

Durante a fala de Weintraub, o ministro relacionou uma série de assuntos desconexos contra uma esquerda fantasmagórica. Uma indígena bacharel em direito e um estudante, também indígena, tentaram debater. Falaram sobre os cortes, sobre a falta de diálogo e sobre o futuro da Educação no país.

 

 

Cheio de cólera, Weintraub chamou um indígena de safado. Pior, zombou dos indígenas da terra. Sem saber se portar, Weintraub até subiu em uma cadeira de plástico para discursar. O público falava que ali não era lugar de palanque político. Na saída, o ministro pegou sua filha que estava na mesa no colo e usou a criança para se vitimizar. Foi embora ao som de gritos e vaias.

 

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