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Foto cobertura coletiva Sairé 2019

Foto cobertura coletiva Sairé 2019

Fotos de dona Celiney Lobato (moradora, mãe, professora e mordoma do rito religioso), Breno Santos dos Reis (estudante da UFOPA), Jackson Rego Matos (folião, engenheiro florestal e professor da UFOPA), Lauro Barata (morador, químico e professor da UFOPA), Sergio Moreira (Curupira Adventure), Susan Gerber (moradora, escritora, jornalista e chef), Caetano Scannavino (morador e coordenador da ONG Projeto Saúde & Alegria), Hellen Joplin (moradora, fotógrafa e artista), Gilberto César Rodrigues (morador, filósofo, professor da UFOPA), Alciane Ayres da Mota (jornalista assessora da prefeitura de Santarém).

O rito religioso, que de registro aqui tem 250 anos, tem que ser respeitado. Esse lado do sagrado é muito forte. É um teatro divino, cantando.  São os nativos que conhecem os valores da festa. E conhecem tudo.

Seu Dengo, festeiro 2019

A mais antiga festa amazônica indígena, a partir das missões, passou a homenagear os ensinamentos cristãos. É todo um rito voltado para esse encontro com o divino e consigo mesmo. Todas as letras são para esse encontro.

O que é interessante disso é que o Sairé preservou algo que nem na Europa tem mais: a fé.

Jackson Rego Matos

O ritual indígena Borari trouxe um grito de socorro pela Amazônia e pelos direitos indígenas e dos povos da floresta. O Sairé é Borari. O Sairé é Amazônia.  

Segunda, 23 de setembro

O dia começou com o café da manhã no Barracão do Sairé. 

Foto Sergio Moreira

Foto Sergio Moreira

Depois do café, a saraipora, juízes, mordomos, rezadeiras e foliões deram início ao ritual final de benção antes da queda dos mastros.

Capitão Camargo e a saraipora dona Dalva, atrás - foto de Sergio Moreira

Foto de Sergio Moreira

Foto de Sergio Moreira

Foto de Sergio Moreira

Foto de Sergio Moreira

Foto de Sergio Moreira

Foto de Sergio Moreira

Foto de Sergio Moreira

 

Domingo, 22 de setembro

A alvorada de fogos abriu o dia. Na sequência, o café da manhã regional foi oferecido no barracão do Sairé. Na hora do almoço tivemos a folia e o rito de agradecimento, o que se repetiu às 6 da tarde. À noite de domingo foi reservado para shows regionais selecionados pela Secretaria de Cultura, veja a cobertura aqui

Sábado, 21 de setembro

As celebrações do rito religioso começaram como nos outros dias, com a alvorada de fogos. Na sequência, o café da manhã regional foi oferecido no barracão do Sairé. Na hora do almoço tivemos a folia e o rito de agradecimento, o que se repetiu às 6 da tarde. À noite de sábado é reservada para as apresentações de Disputa dos Botos. Veja a fotocobertura coletiva das apresentações do Boto Cor de Rosa (que veio com tema Alter, Berço das Águas) e Boto Tucuxi (que veio com o tema Resistência Borari). 

Sexta, 20 de setembro

À tardinha

Show do Mestre Chico Malta - foto de Hellen Joplin

Carimbó de Alter do Chão no meio do dia, em Alter - foto: Hellen Joplin

No barracão do rito religioso

Foto por Susan Gerber

Foto por Susan Gerber

Foto por Susan Gerber

Foto por Susan Gerber

Foto por Susan Gerber

Foto por Susan Gerber

Foto por Susan Gerber

 

Quinta, 19 de setembro

Ao amanhacer

    Foto de Jackson Rego Matos, folião

    Foto de Alciane Ayres da Mota

    Foto de Alciane Ayres da Mota

    Foto de Jackson Rego Matos

    Foto Jackson Rego Matos

    Foto Alciane Ayres da Mota

    Foto de Sergio Moreira

    Selfie de Jackson com Liz, de BH

    Foto de Sergio MoreiraFoto de Sergio Moreira

    Foto de Sergio Moreira

    Os antigos iam na madrugada buscar o dia. Colocavam o paneiro nas costas e saiam. La' onde a luz nascia, eles voltavam. E tem as musicas da alvorada no primeiro dia. 

    Seu Dengo

    A celebração do Sairé é a mais antiga festa amazônica popular e hoje só acontece em Alter do Chão.  De 43 a 73, o Sairé foi proibido, mas foi muito forte a preservação da ladainha em latim. A família do seu Joaquim Vieira, que é a família do juiz de 2019, Osmar, sempre, toda noite, não dormia antes de rezar a ladainha. Eles faziam a festa mesmo em comunidades, em resistência. A festa da Santíssima Trindade, que é feito em locais onde a pessoa quiser fazer, a ladainha é mesma, os cantos são os mesmos (no Saíré só muda o ritmo a toada). 

    ENTENDA A SEQUÊNCIA DO RITUAL 

    • Os mastros, que já estavam separados, foram pegos sábado, dia 14, no Lago Verde (fotos abaixo). Em barcos, seguiu uma bailada no lago em busca dos mastros. Cada ano, eles ficam em um lugar diferente. No sábado pela manhã, trazem para praia do Cajueiro. Os mastros ficaram lá até quinta-feira, hoje, quando começa a grande festa.
    • Quinta-feira bem cedinho, este ano dia 19, foram todos até a praia do Cajueiro pegar e levar o mastro em procissão até a praça do Sairé. 
    • Ladainha. Uma sequência de rezas cantadas, mais de uma hora, que todas tem o mesmo sentido. Pedem proteção, saúde, inteligência, iluminação, paz, misericórdia, compaixão, união, tudo.
    • Voltam para os mastros. São dois mastros: um com uma bandeira branca, Espírito Santos, das mulheres, e outro com a bandeira vermelha, dos homens.  As pessoas são convidadas para colocar frutas no mastro, simbolizando a fartura, a abundância e um agradecimento a Deus pela vida.
    • Disputa alegre para ver quem levanta os mastros primeiro, as mulheres ou os homens. Esse ano, eles foram mais rápidos. As mulheres colocaram muitas frutas! 
    • A folia do beija fita acontece no barraco do ritual religioso.  O símbolo do Sairé é levado pela saraipora. Começa o beija a fita, que significa a pureza, a ligação de Deus com os homens. Ali se ritualiza a promessa divina de Deus, aconteça o que acontecer, ele nunca vai se separar dos homens. Durante esse ritual, os moradores fazem seus pedidos e agradecimentos.
    • Espanta Cão

     

    Foto de Sergio Moreira 

    Foto de Sergio Moreira 

    vídeo de Sergio Moreira, mulheres enfeitam o mastro com frutas, símbolo da fartura

    foto de Sergio Moreira

    foto de Sergio Moreira

    vídeo de Sergio Moreirafoto de Sergio Moreira

    Foto de Sergio Moreira

    Tem milagres no Saire?
    Segundo seu Dengo, sim. O Sairé e a festa do Santíssimo. "Eu sou uma pessoa que desde faz muito tempo, eu acredito muito nisso, eu tenho minha fé, de ajudar as pessoas, e eu tenho recompensa disso. Não é das pessoas que eu ajudo, é da Santíssima Trindade. É uma fé muito viva que eu acabo sentindo essa recompensa. Devido eu fazer essas coisas, crer na mãe natureza, levar a sério o Sairé. Já fiz duas cirurgias de peito aberto e ocorre tudo bem. O fato de eu estar vivo é um milagre", conta.

    Foto de Sergio Moreira

    Começo da tarde

    Vídeo Susan Gerber

    Noite

    Foto Hellen

    Borari Keissi Maduro e Larissa / Foto Hellen

    Foto Hellen

    Dança dos idosos

    Foto Hellen

    Shows da noite

    A festa foi até tarde. Foram shows de carimbó, Kaila Moura, Eduardo Dias e a banda Cintura Fina. 

    Foto Hellen

    Foto Hellen

    Sábado, 14 de setembro - busca dos mastros

    De sábado até o fim do Sairé o lago está abençoado, marcando o tempo do Sairé, consagrando o espaço todo, uma tradição que se instala neste lugar. Se a pessoa prestar atenção, nesse período ela vai ver muita coisa. O maior milagre é dona Maria Justa. 

    Jackson Rego Matos, folião e estudioso do Sairé

    Foto de dona Celiney Lobato

    Foto de dona Celiney Lobato

    Foto de dona Celiney Lobato

    Lauro Barata

    Lauro Barata, morador da vila  Lauro Barata fotografa Hermes

    Início da procissão bailada, foto Jackson Rego Matos

    Foto de Breno Santos dos Reis

    Foto de Sergio Moreira, morador da vila

    Lauro Barata, morador da vila

    Foto de dona Celiney Lobato

    Foto de dona Celiney Lobato

    Juíza dona Iracilda o juiz da festa Osmar Vieira (foto de Jackson Rego Matos)

    Dona Nega, matriarca do Sairé (foto de Jackson Rego Matos)

    Detalhe do símbolo mostra flores de cetim (foto de Jackson Rego Matos)

    Dona Dalva, Saraipora (foto de Jackson Rego Matos)

    Foto de dona Celiney Lobato

    Foto de Sergio Moreira

    Foto de dona Celiney Lobato

    Foto de dona Celiney Lobato

    Lauro Barata

    Foto de Sergio Moreira

    Foto de Breno Santos dos Reis

    Foto de dona Celiney Lobato

    Foto de dona Celiney Lobato

    Foto de dona Celiney Lobato

    O BOTO - Alter do Chão
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    O BOTO é o jornal comunitário de Alter do Chão, em Santarém/PA, e região. Os repórteres, fotógrafos e colunistas são moradores. Os assuntos são escolhidos pelos próprios colaboradores.

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