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Como nossa concepção de vida influencia nossas escolhas?

Como nossa concepção de vida influencia nossas escolhas?

Aprendemos quando crianças que saco vazio não para em pé. Aprendemos que temos que comer pra ficarmos fortes. Aprendemos isso a vida toda. De repente, percebemos que quanto mais comemos, mais cansados ficamos, até doentes. Percebemos que quanto comemos menos e com qualidade, ficamos mais dispostos. Então tem uma coisa aí que não está bem explicada sobre alimentação. Cabe perguntarmos: o que é vida? o que é ser vivo? O que é a vitalidade


O que faz a gente SER VIVO?


Os biólogos modernos vem tentando responder essas perguntas de maneira lindíssima.
Humberto Maturama consegue organizar isso, sistematizar isso de uma maneira que tornou compreensível que os seres vivos se organizam em sistemas vivos e que a vida seria um sistema vivo, onde os seres vivos fazem esse movimento de manutenção da vida com trocas de energia e matéria. É um sistema.

Esse sistema é todo ele interdependente. Um precisa do outro, é uma malha fina, malha de interação e dizia:
- O ser vivo não existe se não estiver na malha. Onde um vai produzir o que o outro precisa, que vai alimentar o outro, que vai sustentar o outro, o outro...

Dentro da história da vida desta maneira, se olhamos assim e puxamos para falar de alimentação, você vai se perguntar o que alimenta a vida? Você vai ter que perguntar o que alimenta o sistema vivo?


O sistema vivo precisa de uma alimentação para manter a vida. Então não adianta só a gente pensar que individualmente uma espécie precisa desse ou daquele alimento. Essa mania de achar que somos os bichos especiais do planeta. Que nós estamos com a bola toda é uma grande ilusão. Uma bobagem, a gente não vive sem os outros seres vivos, sem sistema, sem essa rede de manutenção.

Essa compreensão da vida e dos seres vivos vivendo desta maneira leva também a uma reflexão sobre:

Adianta eu me alimentar e os outros não se alimentarem? Adianta eu tomar conta so de mim e não tomar do outro? Se o meu vizinho está em crise, não vai ter jeito, isso vai chegar em casa. Não vai? E isso não vai me alimentar bem. Se ele está em crise, isso me alimenta mal. Se ele está bem, isso me alimenta bem. 


Alimentação está muito além do que se coloca na boca

Fazemos parte de uma rede viva. A gente está fazendo uma escolha diária que interfere nessa rede toda, no sistema inteiro. Para mim, que eu nunca havia pensado nisso, foi a maior surpresa conhecer o alimento vivo. Quando comecei a germinar as sementes e a querer saber quem eram as sementes, como é que se produzia sementes, como é que elas se distribuíam na planeta, como é que elas se propagavam...


Uau, quer dizer que se eu escolher comer essa semente o planeta vai plantar mais desta semente?


Se minha cultura escolhe comer trigo, o trigo vai ocupar uma área grande do planeta. Muitos hectares de terra serão dedicados a isso. A tecnologia genética arrumou um trigo que aumentou enormemente a quantidade de amido do seu interior porque a população urbana mundial é direcionada para comer farinha, pizza, pão, macarrão, panqueca, bolos. Essa farinha de trigo é o alimento que dominou completamente. O trigo deixa de ser o original para atender o trigo que vai suprir a indústria do biscoito e da farinha.
Então você percebe que a nossa escolha, o nosso modo de olhar a vida vai estar determinando o que vai acontecer no sistema vivo, na rede viva e a gente não escapa disso.


Até agora a gente comia assim: minha mãe me ensinou, eu comia, aprendi assim, ensino para o meu filho e segue em frente. Não se duvida, não se questiona esse assunto. Mas quando paramos para pensar... epa, tem mais conversa por trás disso, sim. 

Por que a semente germinada me alimenta mais? Me sacia mais? Eu passo mais horas sem fome?


Tem alguma coisa que acontece que eu como menos quantidade e fico satisfeito por mais tempo. Há de se fazer perguntas.

Temos o grande Leonardo Boff que no seu livro sobre o saber cuidar, a ética do cuidado humano no planeta Terra, ele levanta essa reflexão de uma outra maneira, muito mais bela. Trago essa reflexão para gente ter uma noção de como é que estamos inseridos neste contexto dependendo do modo que entendemos a vida. Boff faz 6 perguntas para nos ajudar a situar qual é a imagem de ser humano que a gente tem:

1. Que imagem de ser humano está sepultado numa cultura que privilegia a racionalidade humana?
A ideia de somos a única espécie racional.

2. Que imagem se oculta no nosso modo de produção e nessa economia voltada exclusivamente de mercado?
O modelo atual gera o estilo de vida de consumo. É impressionante como a gente acredita que a gente precisa de coisas. Chegamos ao máximo das lojas de $1,99. Precisamos de um treco. Um trequinho pra pendurar assim, um trequinho pra arrastar assado, nós precisamos! Nós somos pessoas que não temos nada. Isso vai ganhando uma dimensão estupenda por que a gente tem a ideia do sistema, da economia de mercado, do sistema capitalista que gera isso. Você vê na tv como as pessoas passam a ter ideais de vida baseada em objetos. Passa a vida para comprar um objeto. Junta anos e anos e compra o objeto. O dia que compra já não serve mais, tem que ter outro para comprar agora. Ai você vai juntar mais para comprar o outro e depois que ele passa a ser seu já não tem mais valor algum, você acha tão banal aquilo por que já tem outro muito melhor. E assim vai em um crescendo de necessidades sem fim.

3. Que imagem de ser humano subjaz ao ideal democrático?
Ser de participação, ator social, sujeito histórico de construções mais igualitárias, justas, livres e fraternas possíveis dentro de determinadas condições histórico-sociais.
Então também nós nos vemos aqui. Cada imagem que ele vai enumerando a gente vai se encontrando nela. Que tem aspectos nossos que parecem com eles. De que o ambiente social que as pessoas tem os mesmos direitos, as mesmas características e na prática depois disso não acontece, não é verdade. Na prática da vida nós não somos iguais, nós não nascemos iguais, nos desenvolvemos diferentes um do outro. Uns mais de um jeitinho, uns mais de outro. Uns se atendem com menos, outros precisam mais.
Esse ideal de que somos todos justos e igualitários e que a vida poderia ser feita assim, ela é uma imagem por que na prática ha outras formas de mostrar que a natureza nem sempre é assim. Isso é uma coisa interessante de que quem não vive com a natureza, em contato com ela,  cria uma imagem de que a natureza é boazinha. Como é belo uma floresta! Como a vida é de paz! La tudo é tão justo! 
E não é nada disso: se você vive com a natureza você vai ver como é que a trepadeira sobe e mata a árvore. Que vem o pulgão que pega, e o cipó que empurra e cai no chão. É uma trama aquilo ali e acontece um milhão de coisas ali dentro da natureza.
Entre os próprios animais, como é que eles se organizam. Quem cultiva uma horta sabe: você quer plantar uma coisa, quer nada. Por que aquilo ali chegou e chegou mais forte. Chegou com a vez. Uma eterna tentativa de abrir espaços. Agora sou eu, um pouco você também, a natureza carrega isso também na própria essência.

4. Que ideia de ser humano está pressuposta na luta dos direitos humanos?
O ser humano vem dotado de sacralidade porque é um sujeito de direitos e deveres inalienáveis e se mostra como projeto infinito.
O ser humano como o grande, o máximo de direitos e lança como contraponto a conversa de cidadania. De que temos que desenvolver a cidadania.
O ser humano precisa se tornar mais consciente do seu papel social e dos seus direitos e deveres. 
E a "florestania" quando é que vai sair?
A essa altura, dentro desta concepção de que a vida no planeta é um sistema, nós vamos ter que ter a luta pelos direitos das pulgas, das baratas, da floresta, das sementes, a luta pelos direitos de todos os seres vivos, se entendemos que a vida é uma coisa só.
O PLANETA QUE É VIVO, e nós somos parte do planeta, então temos que estar avançando nisso.
Qual o direito de uma árvore se manter em pé no lugar que ela vive a 500 anos? Não tem essa conversa. Ali mora muita gente por que uma árvore nunca mora sozinha. Mora muita gente. Ninguem conversa, ninguem pede e pergunta como é que vai ser a vida daqueles inquilinos que moram ali.

5. Que compreensão de ser humano está subentendida no projeto tecnico-científico de dominação da natureza?
O ser humano se compreende como ápice do processo de evolução, centro de todos os seres e considera que as demais coisas, especialmente a natureza, só tem sentido quando ordenadas ao ser humano.
Como a natureza foi paulatinamente sendo desqualificada aos olhos humanos?
Em um momento eram os deuses da natureza que organizavam e depois tudo se tornou bobagem. Estórias humanas.
A natureza está aqui para servir o homem. A relaçao com a natureza de que tiramos dela o que nos quisermos. Como fazemos hoje com o petroleo por exemplo.
O petroleo é a materia mais antiga que nós temos. É matéria orgânica talvez do tempo dos dinossauros que ficou depositada no fundo da terra e essa reserva de matéria está lá. Pode se perguntar por que? Se ela não tem uma influencia sobre a propria organização do planeta, um vez que toda matéria carrega informação.
Então tiramos está matéria orgânica e vai abrindo buracos na terra, esvaziando e esvaziando, mas a gente abrir mão de andar de carro, onibus, viajar de avião, a gente não quer saber disso não!
Vamos tirando, porque nós, o ápice, o apice do desarrollo e a natureza está aqui para nós servir. Não tem que repor nada. E chegamos ao estado que estamos no planeta.

6. Que imagem de ser humano projetamos quando nos descobrimos que somos um ser no mundo com outros seres?
Como é a proposta de entendimento da vida como uma rede, um sistema, um ser no mundo com os outros? Sempre se relacionando, construindo seu habitat, ocupando-se com pessoas, dedicando-se aquilo que representa importância e calor e despindo-se a sofrer e alegrar-se com quem se sente unido e se ama.
Essa é a proposta de Leonardo  Boff, está imagem que está por detrás é de que o homem è um ser de cuidados.  A sua essência se encontra no cuidado.

O que o ser humano faz é cuidar, passa cuidando

A vida toda se resume em cuidar. Ou começa a cuidar do ambiente que vive, ou cuida das relações ou cuida de melhorar. Que a essência humana esta aí. Nessa hora em que a gente se propõe a ver uma vida de cuidados, a base, o cuidado com nossa ALIMENTAÇÃO é fundamental.
Eu vejo o alimento vivo como uma prática, uma oportunidade que temos de viver esse modo de SER e ESTAR no mundo com os outros.
Por que o movimento é solidário, um ensina para o outro, e para o outro, ..., e vamos redescobrindo.
Hoje eu aprendi tanto com uma pessoa, a Conceição la da Flona, mulher Amabela            (aliás, sempre aprendo muito com elas) que me trouxe leite de sucuba, um látex extraído de uma árvore nativa.


- Cara, eu estou em estado de graça, me ensinou também o processo/feitio do taruba, bebida tradicional fermentada feita de macaxeira. Uma coisa impressionante.
É uma diversidade e se não é o nosso interesse,  nossa atenção para o alimento pra que mantenha a diversidade a gente nunca iria saber destes elementos que estão no planeta e eles estão para nos dar as mãos,pra gente aprender com eles, pra gente estar junto, pra gente evoluir com eles.
E estas criaturas elas vão se extinguir por que se todo mundo continua comendo pizza vai ter que ser do trigo e a farinha de amido num vai dar conta e o planeta empobrece e o planeta esgota e o planeta sofre e se o planeta sofre e se esgota, nós também sofremos, porque a vida que a gente tem ela é uma só e é de todos nós.
Não vejo mais como a gente escapar de uma conversa sobre o nosso envolvimento ecológico. Sobre o nosso envolvimento com a trama da vida no planeta e essa só pode ser feita através de cada um de nós. Não temos outra saída.
É divulgando.
É ensinando.
Leonardo Boff propõe a ecologia do cuidado que é a ecologia de proteção da vitalidade. Proteção da vida na Terra. Proteção da biodiversidade natural para que aja justiça com todos os seres vivos. Justiça com todos os seres vivos.


Conversas de vegetarianos

Tenho dificuldade em dizer que sou vegetariana, pois ser vegetariana está apoiado na defesa dos animais mas não na defesa dos vegetais e não na defesa dos insetos.
Eu não sei se vegetariano usa inseticida em casa. Se o vegetariano mata barata.
Eu tenho uma certa dificuldade em compreender isso. Contudo já tem uma corrente dentro do vegetarianismo que esta fazendo estas discussões mais profundas. Que está falando que não é possível a gente ficar só com a conversa da carne. Nós teremos que avançar nessa conversa de ÉTICA no planeta. Que é a ética do existir, do estar aqui com todos os seres vivos e como é que vamos fazer pra dizer:
- Barata, aqui não!
- Pera aí, essa comida é minha!
Nós vamos ter que arrumar um jeito. Mas que vai ter que conservar a biodiversidade vai. Nós precisamos e as baratas elas estão a muito mais tempo no planeta que nós, mais muito mais, elas sabem muito mais que nós.
Então Boff propõe a ecologia do cuidado baseado na proteção da vitalidade, na biodiversidade natural (justiça) e na beleza da Terra (estética). Essa dimensão do para além que é a estética, que ultrapassa nossas estâncias maiores como seres humanos que somos.

Nós estamos prontos para fazermos esta transformação?


Considerando que somos tão limitados e que as nossas representações mentais são tão padronizadas. A gente repete, repete, repete. O que diz um o outro diz, o outro diz. As famílias são todas iguais, compostas do mesmo jeito. Será que estamos prontos para viver no modo de PROTEÇÃO da VIDA?
A transformação, as necessidades das nossas mudanças elas são profundas e mais uma vez eu digo a vocês que eu acho o ALIMENTO VIVO é uma ótima oportunidade para fazermos estas mudanças. Mudar padrões.
Então nada de comida rápida, nada de precisar convidar as pessoas para sua casa para o almoço. É você que passou a manhã, 2 dias antes, preparando, comprando, arrumado.
Tem que rever tudo isso.
Eu ja não quero mais fazer comida para os outros. Cansei de fazer comida para os outros. Esse papel de mulher que é ela que toma conta desta história me chegou no limite. Eu não posso mais!
Quero fazer comida com os outros e então hoje é o que proponho na minha Cozinha 🔆 para as pessoas é que elas cheguem cedo. Cheguem as 9:30, vamos para a horta colher, depois vamos preparar, depois a gente conversa, come, depois lava e quando todo mundo estiver de boa eu também estou e, quer saber: todo mundo adora!
Porque essa forma que estamos abrindo ela promove uma coisa chamada intimidade que é uma coisa que nós humanos urbanos fomos desconhecendo e nos tornando muito sozinhos, a gente perdeu o contato. Nós não manifestamos mais nossas emoções. - --Você não faz isso! 
- Voce não pode fazer aquilo porque senão seu vizinho...
- É melhor você ficar calado. Não cria confusão.
Fomos arrumando um modo de viver que não expressamos mais emoções, aquelas originais da gente. Não tem!
É um afastamento e a perda da intimidade dentro das próprias famílias. Os filhos não podem falar com os pais. O marido não pode falar com a esposa. Ninguém pode mais falar porque todo mundo se ofende e aí pronto. Tem que dar um jeito de se satisfazer de outras formas e ao preparar comida vem um dizer:
- Não bota alho não, eu não gosto de alho.
O outro diz:
- A não, sem alho eu acho sem graça a comida.
E assim você vai conseguindo de alguma maneira criar uma abertura de conversa sobre o que nós queremos comer porque eu descobri uma coisa depois que eu entrei nessa conversa de ALIMENTAÇÃO, que falar do que se come é um tabu maior que falar de sexo.
As pessoas escondem o que comem, não contam, protegem a 7 chaves. Parece que é uma coisa assim de uma intimidade profunda. Muito impressionante. 
Come escondido.
A turma do alimento vivo então que quer se aparecer dizendo que está comendo vivo. Tudo um bando de mentiroso.
Você vê que estão mentindo, mas não contam.
Os medos, as relações de intimidade, de aceitação de nossa biodoversidade é enorme.
E aqui na Tribo 🔆, essa experiência que estamos fazendo aqui de convivência, desse acampamento mais ou menos debaixo das árvores. Isso é de propósito, não pode ser diferente, porque aqui é o chamado para uma vida mais simples. É o chamado para uma convivência mais simples e de tentar criar ambientes onde você pode estar falando e por isso aqui a nossa segunda senha é essa: aqui não pode se aborrecer um com o outro. Não pode se aborrecer. Vai ter que aguentar a parada do outro histérico, vai ter que aguentar a parada do outro zangado, do outro lento, que não aprende, que pergunta 50 vezes, vai ter que aguentar.
Temos que aceitar ser justos com a diversidade da natureza entre nós também. Ser justo com a diversidade humana.
Que estes momentos que passamos 🔆 juntos observem isso, se soltem, se abram para essa relação de uma convivência onde o alimento vivo  é o nosso meio.
Ele deixa de ser só alimento e se torna também o meio de se relacionar, o meio de se  aprofundar para o caminho da natureza.
Meu amigo Jorge produz mel, ele é apicultor e não come mel. Nós perguntamos para ele qual é a dele com as abelhas? Por que faz isso?
Ele diz que as abelhas que ensinam para ele sobre as árvores, sobre a floresta. Ele tem uma paixão. Agora quem as abelhas estão visitando para produzir o mel? 
Ele vai atrás. Quer saber quem é aquela planta, se fez muito mel, que cor é, se cristalizou ou não. Ele passa horas da vida dele atrás do conhecimento das abelhas, porque elas carregam um conhecimento sobre a natureza que só elas tem. Ele não precisa de comer o mel, ele precisa é de conhecer as abelhas e de conviver com elas e assim é também a gente quando conhece uma pessoa, você vai saber dos hábitos e vai se encantando e pode se relacionar melhor com as pessoas.
E na nossa tarefa, vocês imaginam que nós 🔆 somos muito ousados: topar fazer comida com.um bando de gente quando fica  um dizendo:
- Você  não lavou a mão, ai que nojo!
- Não, não é nada disso não! Mas aquela ali esta com anel, o anel tem sujeira.


Bota o anel, tira o anel. É uma confusão.
Então vamos aqui preparar nossos corações, vamos fazer o que conseguimos fazer.
A questão da higiene vamos conversar mais adiante porque não temos nenhum critério de higiene maior.
Temos sim o critério de higiene que é sempre a mesa limpa, a pia limpa, as mãos limpas, as vasilhas limpas, tudo isso. Mas aqui ninguem esteriliza as ferramentas,  ninguem usa luvas, mascaras como hoje a saude publica preconiza.
E porque a saude publica não interfere aqui se nós não tivessemos higiene?
Não tem como interditar porque não tem contaminação nessa comida, porque ela é fresca:
Colheu, fez, comeu.
A comida toda pode ser examinada que não tem contaminação. Isso nos da uma segurança total.
Se pegar uma culinária de alimento cozido 20 minutos depois que o arroz cozinhou começou a contaminação.
Na nossa cruzinha depois de 4 horas que vai haver contaminação.
Não tem uma razão técnica para interditar isso.
E privilegiamos a utilização das mãos na comida porque sabemos que é através da mão que se aprende.
Não é olhando, pensamos que é olhando, nem é escutando, também não é. Isso é só uma estancia do nosso conhecimento, da nossa memória.
O aprendizado é na mão onde há a maior quantidade de sensores do nosso organismo. Se não bota a mão na comida não vai aprender sobre abobrinha, nem sobre tomate,  não aprende sobre nada da natureza.
E bora lá fazer comida.

O BOTO - Alter do Chão
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