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Caravana das Encantadas: indígenas transformando suas realidades

Caravana das Encantadas: indígenas transformando suas realidades

Nos dias 02 a 04 de novembro aconteceu a Caravana das Encantadas, o I Encontro de Acolhimento, Cura e Empoderamento de Mulheres Indígenas no baixo Tapajós.

Coletivo de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós

Na parte de auto estima do corpo e saúde da mulher, tiveram espaços de embelezamento, maquiagem indígena, sobrancelhas, massagens, limpeza de pele, grafismo corporal. Da medicina natural, banhos com ervas de cura, garrafadas para saúde da mulher, pomadas e xaropes de remédios caseiros. Da valorização cultural indígena, oficinas de grafismo em cuias e cerâmica.

Foto de Simone Gioveni

Para o empoderamento financeiro das mulheres as oficinas de economia solidária e empreendedorismo. Para as crianças, tiveram atividades interativas, além da doação do livro “Templo da Luz” – da trilogia Guerreiros da Amazônia (Ronaldo Barcelos).

Pelo direito de viver!

No final do dia, todos participantes se juntaram na bela ponta de areia da Aldeia Lago da Praia em um lindo ato de resistência para defender os direitos dos povos e denunciar tudo que lhe afetam.

O Brasil vive um dos momentos mais difíceis da sua história, com legitimação de discursos e atos violentos, de ameaças, tortura, discriminação, desmatamento e armas.

Encontrar o amor, o acolhimento, a alegria e, sobretudo a força entre mulheres indígenas, é um fio de esperança em meio a esse caos.

 

AMAZÔNIA e sua diversidade de povos, seguem em RESISTÊNCIA!
EM LUTA, nas margens dos Rios Tapajós e Arapiuns.

CONTINUEMOS EM UNIÃO COM A FORÇA DE NOSSOS ESPÍRITOS GUARDIÕES NA CORAGEM E PERSISTÊNCIA!

EM LUTA
Pela demarcação das terras indígenas;
Pela equidade de gênero e igualdade de direitos entre homens e mulheres;
Pelo Ministério do Meio Ambiente;
Pela entrada e permanência dos povos indígenas nas universidades;
Pelo atendimento gratuito a mulheres vítimas de violência;
Pelo fortalecimento do Ibama, ICMBio, FUNAI;
Pelos ativistas que NÃO SÃO CRIMINOSOS;
Pela ampliação e manutenção dos direitos trabalhistas;
Pela permanência do Brasil no acordo com Paris;
Pela liberdade de expressão, etnocultural, religiosa, racial e de gênero;
Pelo direito à vida;
Pela educação livre;
Pelo direito de AMAR a quem quiser;

PELA AMAZÔNIA!!!

Surara! Sawê!

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Coletivo de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós
O coletivo Suraras do Tapajós é um coletivo de mulheres indígenas, sem fins lucrativos, que atua no baixo Tapajós com a missão de combater a violência e racismo, e no empoderamento econômico e político de mulheres indígenas desse território. Atualmente é formado por um grupo de aproximadamente 30 mulheres de diferentes povos, jovens, solteiras, curandeiras, estudantes, mães, militantes e ativistas, que carregam no sangue a forte plurietinicidade da região. São exímias artesãs, fabricam biojóias com penas, miçangas e sementes da região, grafismo corporal com genipapo e urucum e artesanatos (arco e flecha, cerâmicas, grafismo em cuias, maracás), doces, cantorias, rituais de purificação, garrafadas e banho de ervas (medicinais). “Estamos mais vivas do que nunca. Estamos mais fortes e mais unidas. Estamos em luta por todos os dereito de nosso povo e de todos aqueles que lutam conosco!” Maria Eulalia Borari, integrante do coletivo.

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O BOTO é o jornal comunitário de Alter do Chão, em Santarém/PA, e região. Os repórteres, fotógrafos e colunistas são moradores. Os assuntos são escolhidos pelos próprios colaboradores.

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