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A força do Maracá

A força do Maracá

Mana(o), você tem idéia da força do Maracá? Não? Então, imagine você na travessia do  rio Tapajós, numa canoa em um grande temporal! Imagine você enfrentando um vento varjeiro, das tantas canoas e barcos que afundaram no Tapajós. Em um temporal é assim, quem chegou no outro lado do rio chegou, quem não chegou, afundou.

A websérie "Maracá" é a força do Rio. É pajelança. É luta e resistência em defesa da vida, em defesa da minha vida,  da sua e da deles. É ancestralidade. É território. É a cura da Terra. É a força das guerreiras e guerreiros indígenas.  Foi essa força que incomodou muita gente, principalmente Eles... mas quem são Eles? São os apoiadores dele, que defendem e propagam as famosas "fake news". É Ele que não comprou a vacina há tempo para salvar milhares de vidas. São Eles que aprovaram leis para legalizar a ilegalidade.  É assim, como um suco de laranja bem azedo que deixa lágrimas nos olhos.

A série "Maracá" e as denúncias feitas ao STF por várias entidades indígenas através da Ação Descumprimento de Preceito  Fundamental (ADPF) 709 foram que nem ferrada de arraia,  ferrada de tucandeira, incomodou bastante.  Eles ficaram cuíra, tanto é que Ela foi intimada pela Polícia Federal sob a acusação de difamar o Governo.  Mas olha já! Negar a existência de um vírus letal que já contabiliza  mais de  53 mil casos  e 1059 mortos entre os povos indígenas do Brasil é difamação? Égua mana(o)! Bolsonaro mupurará.

 

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Vandria Borari
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Vandria Borari, indígena da etnia Borari, é comunicadora, ceramista, bacharel e defensora de direitos humanos. É membra do Coletivo de Advogados Populares Maparajuba e membra do Grupo musical de mulheres indígenas "as karuana".

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